6.11.06

Sorrisos em vão

Todos estão comemorando aos domingos, mas o que?
Comemoram nossa desigualdade será?
Pessoas pelos cantos do mundo mortas de fome e frio...

O que será que estão celebrando?
Será a chuva de mísseis no Líbano
Como fogos de artifício, prostrando vidas
Espulsando a paz, como moscas...

Sorrisos em vão
Porque sorrir?
Será engraçado o estado dos hospitais públicos?
Será que é bonito a falta de segurança que amaldiçoa
Impondo, deixando-nos ferozes...

As pessoas não ligam para o todo
Querendo salvar suas peles
Sem união não haverá progresso...

Sorrisos em vão
Lagrimas que se derramam todos os dias
Sangrando com a humanidade...

Sorrisos, felicidade... Seria bom afinalMas não posso sorrir vendo grande parte do mundo chorar....

UMA BORBOLETA NA SELVA TRISTE

Ao ver o sorriso desprendido da criança
Enxergo a beleza escondida na marquise
Sua voz tão doce escondida
Discriminada, esquecida, retorcida

Inocência perdida, tornou-se perverso
Faz do ferro seu sucesso
Na agonia do estar

Criança, divergiu da virtude
Tomada pelo vício da pedra sua saúde
Uma grave infância sem futuro
Um pobre retrato pintado no muro

Sobe a ladeira para buscar consolo
Desce de volta pra sua guerra
Vivendo a agonia diária
O desprazer de habitar esta terra

A morte seria o que menos há de pior
Seria a água que lava o suor
Por sua caixa, por sua graxa
Um banco de praça, um copo de cachaça

Pobre criança, uma borboleta na selva triste
Habitante desse mundo
Que pra muitos nem existe